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BIKE FIT: o que é? |
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O Studio Bike Fit® é uma empresa pioneira no Estado de Goiás composta pelo Dr. Thiago Ayala, Dra. Karinna Matias e Dr. Bruno do Couto, com objetivo de prestar consultoria ao ciclista. Esta consultoria compreende o exame físico, a avaliação musculoesquelética e biomecânica e o bike fit. A idéia de criar o Studio nasceu em 2008, quando percebemos que em Goiânia ainda não havia uma equipe composta de profissionais da saúde (fisioterapeuta e médico) destinada a oferecer o referido serviço. O bike fit é uma ciência que envolve biomecânica e análise postural e é ideal para todos que desejam aumentar o conforto, a performance e se prevenirem contra lesões. Vale lembrar que não é apenas a falta de bike fit que favorece o desenvolvimento de lesões, erros no treinamento são igualmente comprometedores. O objetivo do bike fit é ajustar a bike ao ciclista, e não o ciclista à bike, como diz Andy Pruitt, especialista na área. Um número crescente de pessoas tem buscado o bike fit para adequar a bike às características corporais. Os benefícios deste ajuste são notórios e muitos ciclistas já conseguem perceber grande diferença antes mesmo do término da sessão de bike fit. Alguns ciclistas que passaram pelo Studio se pronunciam a respeito. “Sou apaixonado por Mountain Bike desde criança e a partir de 2000 comecei a praticar o esporte de forma amadora. De lá pra cá tive três bikes e sempre sentia algum desconforto depois das trilhas. Os desconfortos variavam entre dores nas costas, nos punhos e em alguns casos, nos joelhos. Em 2009 resolvi comprar uma bike nova e busquei acompanhamento profissional especializado com o Dr. Thiago Ayala do Studio Bike Fit. Até então as medidas dos quadros e componentes das minhas antigas bikes eram definidas "no olho" por vendedores e mecânicos. Depois da realização do Bike Fit pude perceber a importância desse tipo de serviço especializado, onde a bike fica adequada ao seu corpo proporcionado mais conforto e segurança para a pratica do esporte. Eu recomendo.”
Antes da realização do ajuste propriamente dito, o ciclista passa por uma antropometria, que consiste em uma avaliação para determinar o comprimento dos segmentos corporais para melhor indicação dos componentes da bike. São exemplos de componentes que dependem da antropometria: tamanho (número) do quadro, comprimento do pé-de-vela, do guidão e da mesa, largura do selim, comprimento efetivo do top tube (segmento virtual que estabelece o comprimento real do quadro). Os ajuste realizados em uma sessão de bike fit são inúmeros. Pode-se destacar a análise biomecânica da pedalada por meio de um laser sagital, o ajuste do posicionamento do taco na sapatilha, dos manetes e dos bar ends (em caso de MTB), da altura do selim bem como seu posicionamento, da altura ideal do guidão. Além disso, antes do início da sessão é realizado uma avaliação musculoesquelética na qual é possível detectar encurtamentos musculares, desvios de postura, disfunções biomecânicas como pé plano, joelho valgo ou varo, discrepância de comprimento entre os membros inferiores, as quais podem influenciar negativamente na prática do ciclismo. Segue abaixo um trecho do livro de Pruitt & Matheny (2006, p. 3) onde Pruitt relata um ocorrido clínico com um dos fenômenos do ciclismo, Eddy Merckx. Este texto ilustra a importância da avaliação musculoesquelética para o bike fit.
“Eddy Merckx, considerado por muitos um dos maiores ciclistas já existentes, carregava uma chave alen 5 mm do bolso de sua camisa. Ele é famoso por fazer pequenos ajustes na altura do selim várias vezes ao dia. Às vezes elevava ou abaixava o selim enquanto pedalava durante as competições. Freqüentemente diziam que Merckx era minucioso quanto ao bike fit por ter sofrido dor lancinante decorrente de lesão em uma colisão. Mas ele também tinha uma anormalidade física não diagnosticada que deu a ele problemas por toda sua carreira ciclística.
Tempos atrás Merckx trouxe seu filho Axel ao meu consultório. Examinando o jovem ciclista foi encontrada uma significante discrepância de comprimento entre os membros inferiores, mais precisamente no fêmur. Inacreditavelmente, Eddy tinha o mesmo problema. Quando eu diagnostiquei isto, Merckx percebeu o motivo de se sentir desconfortável sobre a bike, apesar de seu grande sucesso. Após ter passado por toda esta dor – a qual poderia ser aliviada com um calço apropriado ou ajuste do taco – ele comentou, lamentando e sorrindo ironicamente, “Onde você estava quando eu estava pedalando?”
Merckx constantemente brincava com o bike fit quanto ao ponto que todos os ciclistas conhecem. Se você está desconfortável, a pedalada não tem graça. Adicionalmente, bike fit está intimamente conectado à produção de força e ninguém quer desperdiçar um watt sequer de potência arduamente angariado devido a um mau posicionamento sobre a bike.”
A falta de um ajuste adequado da bike ao ciclista associado a uma disfunção biomecânica favorece o desenvolvimento de lesões por overuse, das quais podem ser citadas: cervicalgia, lombalgia, neuropatia dos nervos pudendo, ulnar e mediano, tendinite patelar, tendinite quadriciptal, condromalácia patelar, tendinite do bíceps femoral, bursite anserina, tendinite aquileana, fasciite plantar entre outras disfunções.
ERROS COMUNS ¨ Comprar o QUADRO e PÉ-DE-VELA baseando-se na altura. Ambos os componentes devem ter o comprimento determinado pelo valor do cavalo. A compra de um quadro tomando-se por base a altura do ciclista pode ser uma aquisição desastrosa visto que algumas pessoas apresentam tronco relativamente mais comprido do que os membros inferiores. Um quadro de numeração inapropriada ao ciclista pode dificultar o bike fit ou até mesmo comprometê-lo; ¨ Comprar SAPATILHA com numeração maior à que calça. A sapatilha com numeração maior tende a deixar o pé não tão firme como deveria, além disso dá diferença no ajuste do taco relativo ao pé; ¨ Comprar SELIM muito estreito, visando apenas peso e design. O selim deve ter uma largura mínima para acomodar adequadamente as tuberosidades isquiáticas. Se tal suporte não ocorre devidamente dor e dormência no períneo podem apresentarem-se como sintomas mais comuns; ¨ Cortar a ESPIGA do garfo/suspensão sem antes determinar a altura ideal do guidão. Alguns garfos/suspensões apresentam espigas cortadas tão curtas que impossibilita a elevação da mesa para correção da altura do guidão. Quando isso acontece, a alternativa mais viável economicamente é aumentar a angulação da mesa para corrigir o problema.
Texto: Thiago Ayala, 29/08/2009
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